A julgar pelo que fez na primeira partida, o Campeonato Brasileiro do São Paulo será diametralmente oposto à péssima campanha do ano passado. Jogando com garra e aplicação tática, atropelou o Botafogo por 3 a 0 e deixou ótima impressão.
Após passar três semanas treinando – exceção ao jogo contra o CSA na semana passada –, a dúvida era o que o time poderia apresentar de diferente em relação ao que caiu em casa no Paulista e fez recair o véu da desconfiança em seus torcedores.
As peças eram as mesmas, portanto só a mudança de colocá-las no tabuleiro verde poderia dar um tempero adicional à até aqui insossa fórmula de Muricy Ramalho, um especialista quando o assunto é pontos corridos.
O treinador entendeu que algo deveria ser feito e resolveu, enfim, dar uma chance ao jovem Boschilia, que encantou nas categorias de base. Com mais um meia de ofício, aposentou o 4-2-3-1 e preferiu acreditar no velho esquema com dois articuladores clássicos, cada vez mais em desuso graças à obsessão por se jogar com pontas.
É verdade que foi o primeiro jogo e o adversário é uma versão caricata daquele que fez ótima campanha no ano passado, mas ainda assim não se pode desprezar a excelente jornada são-paulina. Os donos da casa passearam no Morumbi, não há termo mais adequado para descrever a superioridade do Tricolor no placar, no volume de jogo, no ânimo e na pegada.
A entrada de Boschilia não só auxiliou Ganso na criação como melhorou a compactação no meio, um antigo ponto falho da equipe. Os dois se entenderam muito bem e foram fundamentais para conduzir o time e criaram ótimas oportunidades. Defensivamente, Souza era auxiliado por Maicon e contou com a cobertura de Rodrigo Caio. Construir o placar era apenas questão de tempo.
Diferencial. E quando o time está bem protegido na defesa, o talento de Pato, Ganso e Luis Fabiano tem oxigênio para falar mais alto. O primeiro deu linda assistência para o gol de Douglas e achou Ganso sozinho para o meia entregar a bola para Luis Fabiano marcar o terceiro. Saiu aplaudido e definitivamente adotado pela torcida que um dia o vaiou. Antes, Antonio Carlos já havia feito a jus à fama de zagueiro-artilheiro e abriu o placar em rebatida com Dória. Não se furtou de comemorar mesmo sendo contra o antigo clube.
Feliz com o resultado, a torcida passou o resto do tempo cantando e gritando olé contra um Botafogo que se esforçou, mas pouco conseguiu fazer diante de um adversário inspirado. Se mantiver o ritmo, o São Paulo pode sonhar alto dessa vez.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 3 X 0 BOTAFOGO
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Douglas, Antonio Carlos, Rodrigo Caio e Alvaro Pereira (Reinaldo); Souza, Maicon, Ganso e Boschillia (Pabon); Pato (Osvaldo) e Luis Fabiano.Técnico - Muricy Ramalho.
BOTAFOGO - Jefferson; Edílson (Lucas), Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Jorge Wagner (Bolatti) e Lodeiro; Wallyson (Zeballos) e Ferreyra. Técnico - Vagner Mancini.
GOL - Antonio Carlos, aos 12, e Douglas, aos 21 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 10 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
CARTÕES AMARELOS - Álvaro Pereira, Marcelo Mattos e Ferreyra.
RENDA - R$421.065,00.
PÚBLICO - 31.564 pagantes.
LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo.
Se gostou do blog curta e siga-nos no facebook: https://www.facebook.com/sportsg.
Se gostou do blog curta e siga-nos no facebook: https://www.facebook.com/sportsg.
Nenhum comentário:
Postar um comentário