Protestos à parte, Brasil faz 3 a 0 no Panamá, em amistoso
Nas horas anteriores ao amistoso entre Brasil e Panamá, Goiânia, ausente da Copa do Mundo, teve quase tudo que a Fifa gostaria de ver no Mundial deste ano. A exceção foi um pequeno protesto em frente ao hotel da Seleção, bem menor do que se prevê em cidades-sede do torneio. Pintado de verde e amarelo, o Serra Dourada fez a sua parte expondo uma larga bandeira que até minimiza suas precárias condições.
Cerca de 50 torcedores, contudo, tentaram se aproximar mais dos jogadores para protestar. Na manhã desta terça-feira, manifestantes que se denominavam membros do Sindicato dos Técnicos Administrativos das Universidades Federais, que está em greve, e de partidos políticos queriam “acordar a Seleção”.
Entre os cartazes, um prometia que “não vai ter Copa”. As cobranças eram por saúde, educação e moradias populares. Houve um princípio de confusão quando policiais pediram para que o protesto seguisse em outra via da avenida e um dos participantes chegou a ser detido, mas logo foi libertado.
Foi um raro momento no qual a delegação se deparou com protesto em Goiânia. O Serra Dourada deve estar lotado para o primeiro amistoso desde a reunião dos 23 convocados para a Copa do Mundo e torcedores fazem barulho desde que os portões foram abertos, cerca de 13h30, com buzinas e gritaria.
A expectativa de ver a Seleção em campo é tanta que bastou o sistema de irrigação do gramado ser acionado para gerar vibração em quem está nas arquibancadas. Os goleiros Júlio César, Victor e Jefferson, por sua vez, foram motivo de festa e aumentaram a alegria ao chutarem bolas para a torcida.
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