terça-feira, 10 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014 – As dúvidas de Espanha e Itália

Uma é favorita absoluta, ainda que enfrente o envelhecimento de seu meio-campo, o motor da equipe. A outra tem camisa e muita tradição para superar seus problemas individuais. Em comum, Itália e Espanha têm muitas dúvidas para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

Apostar no tiki-taka do Barcelona que mostra esgotamento ou renovar a proposta para um time mais direto? Essa parece ser a maior dúvida de Vicente Del Bosque, que tenta o bi no Brasil com pompa, mas dúvidas que os amistosos só parecem aumentar.

A Fúria segue com posse e controle de jogo, mas não consegue mais atacar com qualidade desde a Euro-12. Toda a posse se transforma em poucos gols e muita dificuldade para penetrar na área. Villa não vive seu auge e Torres dá respingos do que já foi. A solução foi lutar por Diego Costa, que pouco recebeu bolas em sua chance contra a Itália e jogou praticamente de costas. Mais uma prova de que a Espanha vive um momento de transição.


Thiago Alcântara deu mobilidade e chegada na frente contra a Itália, mas se lesionou. Cazorla foi testado e ganhou confiança. Silva e Fábregas entraram e melhoraram o passe espanhol, mas não a penetração. Por isso, com tanta qualidade no meio, não será difícil ver o camisa 20 titular, melhorando a velocidade que Xavi parece tirar do time. Koke, testado em titulares, foi elemento surpesa no meio.


Del Bosque conta com tanta qualidade no meio que ainda melhora a saída de trás com Martínez de zagueiro, colocar Iniesta junto a Xabi pelo meio e acoplar Pedro, Fábregas e Alba numa forte esquerda: o camisa 6 abre o corredor para o lateral do Barça invertendo com Fábregas enquanto Pedro penetra pelo outro lado. Uma alternativa para ganhar presença física e de qualidade perto do gol.


Entre a cruz de manter o tiki-taka e a espada de mudar seu sistema, Del Bosque não sabe qual será o time titular da Espanha no Brasil. Não há dúvidas sobre a qualidade individual, mas o coletivo não é o mesmo daquele da África do Sul.

É justamente o oposto o momento da Itália: coletivo forte, como manda sua história tetracampeã, mas escassez de opções individuais para o plano de Cesare Prandelli: um time mutante e com muitos desenhos táticos, que busca o gol com equilíbrio.

OK, a Itália é favorita, no sentido de time forte, temido? Não. Mas é a Itália, por isso só já entra como candidata. Se depender de Prandelli, que desbancou nomes como Capello e Ancelotti e conquistou um inimaginável vice da Euro-12, o time irá longe.

A dúvida do técnico é proposital: qual esquema usar? Muitos! A Itália é mutante, variada, cheia de opções táticas. Pode ir do 4-3-1-2 ao 3-4-2-1, sendo o preferencial o 4-3-3 que se desdobra em 4-1-4-1. Em comum, a forte marcação que tira espaços e Andrea Pirlo, o “regista” que dá qualidade na saída de bola.

O esquema que Prandelli prefere é o 4-3-3/ 4-1-4-1 visto desde a Copa das Confederações. De Rossi e Verratti, que vem agradando, ficam mais a frente de Pirlo, marcando ou tocando ao lateral que ultrapassa. Thiago Motta pode pintar como titular.

O motor do time é Pirlo: ele comanda a saída de bola nos lançamentos, chega na frente (invertendo com De Rossi) e aciona os homens de ataque, que devem ser Candreva, Balotelli e Marchisio. O último procura mais o meio e o apoio de Abate (ou Maggio) e De Sciglio é importante para criar as jogadas laterais, a grande força da equipe.



Se o jogo estiver difícil ou pedir velocidade na frente, Prandelli lança Barzagli e usa os 3 zagueiros calejados de entrosamento na Juventus para liberar mais o jogo pelas alas com De Sciglio e Candreva. O desenho vira um 3-5-1-1 que pode ter Marchisio atrás de Balotelli. A dupla Immobille e Balô já foi descartada por Prandelli.


Se a construção de jogo pedir um passe mais cadenciado, Cassano foi a opção de experiência, já que Montolivo se lesionou. O 4-3-1-2 acopla Ciro Immobille, que vem fazendo muitos gols, e pode ter Marchisio ou Insigne no ataque, com Chiellini na lateral. É a opção mais propositora de gol, mas que ainda mostra alguma insegurança na linha defensiva, ainda que a obediência tática seja sempre a italiana.
  
Espanha e Itália estão cheias de dúvidas, boas ou ruins. De certeza, só que essas duas camisas fortes prometem no Brasil.







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