O Brasil sagrou-se campeão da Copa do Mundo de Crianças de Rua. A seleção feminina, que tem a sua base pertencente ao projeto Favela Street, vindas da Vila Cruzeiro e Penha, levantaram a taça após vencer a seleção filipina na final por 1 x 0. A copa serviu também para o lançamento da campanha pela conscientização dos direitos e atenção as crianças de rua, chamada “nenhuma criança deveria ter que viver na rua”.
Favela 247 – O site Rio On Watch publicou reportagem sobre a vitória das meninas brasileiras na Copa do Mundo de Criança de Rua, que aconteceu entre os dias 28 de março e 7 de abril no Rio de Janeiro e reuniu mais de 230 meninos e meninas de 19 países, que além do futebol, participaram de festival de artes e conferência participativa sobre os direitos das crianças. As campeãs fazem parte do projeto Favela Street, que busca incentivar e motivar as meninas através da prática do futebol. As meninas têm entre 12 e 18 anos e vêm do Complexo da Penha e Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio de Janeiro.
A Copa do Mundo lançou também campanha para ganhar reconhecimento internacional para a promoção dos direitos das crianças. Com o título “nenhuma criança deveria ter que viver na rua”, a ação mexeu com um grande número de crianças envolvidas no torneio que têm histórias traumáticas de violência e abuso relacionados ao trafico de drogas e violência policial. As seleções brasileiras foram diretamente tocadas pela campanha, que há pouco tempo perdeu o capitão da equipe dos meninos, Rodrigo Kelton, supostamente assassinado por traficantes no dia do seu aniversário, 14 de fevereiro, em fortaleza.
Após o título, as atletas se viram obrigadas a voltar a rotina e comentaram na publicação a dificuldade em retomar os trabalhos e estudos: “[A próxima] semana foi bem chata. Preciso estudar e trabalhar de novo. Só quero voltar. Adorei a Copa da Rua e já tenho saudades disso e dos meus amigos”, afirma a atleta Claudiane.
Por Rachael Hilderbrand para o Rio On Watch
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