quarta-feira, 16 de julho de 2014

Começa a primeira travessia a remo pelo Oceano Ártico Equipe de quatro remadores vai percorrer mais de 2000 quilômetros em 30 dias

Nesta terça-feira (17) começa a primeira travessia do Oceano Ártico com uma embarcação movida apenas à força humana. O projeto, chamado Artic Row, irá percorrer sem paradas 2092 quilômetros entre Inuvik, no Canadá, e a cidade russa de Provideniya.

O barco utilizado no projeto possui 29 pés de comprimento, o que equivale a 8,84 metros. Originalmente ele foi desenvolvido para uma travessia do Oceano Atlântico e possui espaço para dois remadores, mais uma cabine para outros dois ocupantes. (Confira diagrama na galeria de imagens)
A infraestrutura ainda inclui compartimento de carga, painéis solares, GPS, dessalinizador e equipamentos para coleta de amostras para pesquisa científicas.
Equipe. O líder do projeto é Paul Ridley, jovem de 25 anos que já completou em 87 dias uma travessia a remo do Oceano Atlântico. Junto dele irá o companheiro de faculdade Collin West, que também é corredor de aventura.
O terceiro membro é Neal Mueller é apresentado como “o mais próximo que se pode ter do Batman na vida real”. Ele é gerente de produtos, foi a 120ª pessoa a escalar os Sete Cumes, incluindo o Monte Everest sem guias, além de ter atravessado o canal da mancha a nado, entre outros feitos.
Para completar o time, Scott Mortensen será o cinegrafista, além de remador. Ele é o tipo de empreendedor social que já fez de tudo: trabalhou em orfanatos na Rússia, fez documentários na Tailândia, construiu centros comunitários em Fiji e ajudou os desabrigados por desastres no Haiti.
Juntos, esses quatro vão passar 30 dias remando sem parar e sem nenhum suporte externo. Eles irão se revezar em duplas que vão impulsionar o barco por turnos de duas horas cada, 24 horas por dia, a uma velocidade média de 4 nós.
Ciência. Além do esforço físico, o grupo ainda vai coletar amostras de plâncton por todo o percurso. Eles fizeram uma parceria com o grupo Adventurers and Scientists for Conservation e com a Universidade do Alaska Fairbanks, para uma pesquisa sobre o papel do olfato na alimentação de mamíferos marinhos. Os resultados ainda serão disponibilizados em uma biblioteca pública sobre esses seres.
O documentário da viagem também será usado para atrair atenção do público sobre as consequências das mudanças climáticas no Ártico, região tida como uma das mais primitivas e ao mesmo tempo mais ameaçadas no planeta.
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