terça-feira, 29 de julho de 2014

Grandes nomes do Mountain Bike contam como está a preparação para as Olimpíadas

Mesmo com o Brasil como sede, as vagas para o MTB nos Jogos deverão ser conquistadas

Em um camping realizado pela Shimano, em Ibiúna, no interior de São Paulo, importantes nomes do Mountain Bike deram uma pausa nos treinos e se reuniram para compartilhar experiências e poupar as energias para as principais disputas da temporada. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, qualquer competição é de extrema importância para a pontuação no ranking que garantirá a vaga em 2016.
Diferente do que acontece em algumas modalidades, que já possuem vaga garantida pelo fato de o Brasil ser a sede, o MTB terá que conquistar vaga por vaga para a participação nos Jogos. É o que conta Isabella Lacerda, principal nome da categoria: “Fizemos um calendário juntamente com os dirigentes da Seleção Brasileira para competirmos mais provas fora do Brasil, de modo a garantir a pontuação necessária”.
Com 24 anos, a mineira de Itaúna é considerada a melhor ciclista de Mountain Bike Cross Country do país, além de ser líder do ranking brasileiro e campeã do principal circuito de MTB da América Latina.

“Comecei no MTB em 2009. Em 2010, meu treinador já falava em Olimpíadas, de modo que é minha prioridade há quatro anos. Sinto que o tempo está passando e estou treinando mais do que nunca para a vaga. Estou muito focada, quero muito ser represente do Brasil no Mountain Bike. Se Deus quiser, estarei lá”.
Rivais no esporte, amigas de quarto
Raiza Goulão é outro importante nome do MTB Cross Country. Na mesma faixa-etária de Isabella, a goiana de Pirenópolis aproveita seu primeiro ano na Elite Feminina, fruto de suas vitórias expressivas, como o tri brasileiro e o bicampeonato Pan-Americano, além da prata nos Jogos Sul-Americanos no Chile em 2014, fazendo dela a melhor atleta brasileira no ranking UCI: 33º lugar com 586 pontos.
Com o mesmo treinador de Isabella, Cadu Polazzo, Raiza diz que a rivalidade fica apenas no esporte, já que é comum dividirem quartos nas competições: “Ambas disputamos as vagas nas Olimpíadas e temos a consciência da dificuldade que será conquistar as duas vagas. Será difícil, mas não impossível”.

“Ano passado, 2016 ainda era um sonho distante. Agora, estou me superando diariamente e me dedicando 100% nos Jogos Olímpicos. Durmo e acordo pensando nisso. Apesar de ainda ser um sonho, estamos cada vez mais perto e, segundo meu treinador, há chances de virar realidade.”
No masculino
- Meu foco é total nas Olimpíadas. - diz Ricardo. Foto: Divulgação/Shimano.- Meu foco é total nas Olimpíadas. - diz Ricardo. Foto: Divulgação/Shimano.
Ricardo Pscheidt, de 33 anos, pode se diferenciar das meninas na idade, mas compartilha o mesmo sonho: Rio 2016.
O atleta conta com um currículo invejável, sendo tricampeão brasileiro (2006, 2008 e 2010), vice-campeão em 2012 e campeão da Copa Internacional de MTB em 2007. Em 2013, foi terceiro geral na CIMTB e campeão brasileiro de XCM. Em 2014, somou dois vice-campeonatos, na Taça Brasil de Cross Country e na abertura da Copa Internacional de MTB.
Mesmo com tantos feitos, a cereja do bolo ainda deve ser conquistada: “Participar das Olimpíadas é o sonho de qualquer atleta. Sei que é difícil e tenho que dar espaço para os mais novos. Porém, estou com bom desempenho e intensifiquei os treinamentos no começo deste ano, de modo que estou, sim, com esperanças de ganhar a vaga em 2016”.


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