Mesmo com o Brasil como sede, as vagas para o MTB nos Jogos deverão ser conquistadas
Em um camping realizado pela Shimano, em Ibiúna, no interior de São Paulo, importantes nomes do Mountain Bike deram uma pausa nos treinos e se reuniram para compartilhar experiências e poupar as energias para as principais disputas da temporada. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, qualquer competição é de extrema importância para a pontuação no ranking que garantirá a vaga em 2016.
Diferente do que acontece em algumas modalidades, que já possuem vaga garantida pelo fato de o Brasil ser a sede, o MTB terá que conquistar vaga por vaga para a participação nos Jogos. É o que conta Isabella Lacerda, principal nome da categoria: “Fizemos um calendário juntamente com os dirigentes da Seleção Brasileira para competirmos mais provas fora do Brasil, de modo a garantir a pontuação necessária”.
Com 24 anos, a mineira de Itaúna é considerada a melhor ciclista de Mountain Bike Cross Country do país, além de ser líder do ranking brasileiro e campeã do principal circuito de MTB da América Latina.
“Comecei no MTB em 2009. Em 2010, meu treinador já falava em Olimpíadas, de modo que é minha prioridade há quatro anos. Sinto que o tempo está passando e estou treinando mais do que nunca para a vaga. Estou muito focada, quero muito ser represente do Brasil no Mountain Bike. Se Deus quiser, estarei lá”.
Rivais no esporte, amigas de quarto
Raiza Goulão é outro importante nome do MTB Cross Country. Na mesma faixa-etária de Isabella, a goiana de Pirenópolis aproveita seu primeiro ano na Elite Feminina, fruto de suas vitórias expressivas, como o tri brasileiro e o bicampeonato Pan-Americano, além da prata nos Jogos Sul-Americanos no Chile em 2014, fazendo dela a melhor atleta brasileira no ranking UCI: 33º lugar com 586 pontos.
Com o mesmo treinador de Isabella, Cadu Polazzo, Raiza diz que a rivalidade fica apenas no esporte, já que é comum dividirem quartos nas competições: “Ambas disputamos as vagas nas Olimpíadas e temos a consciência da dificuldade que será conquistar as duas vagas. Será difícil, mas não impossível”.
“Ano passado, 2016 ainda era um sonho distante. Agora, estou me superando diariamente e me dedicando 100% nos Jogos Olímpicos. Durmo e acordo pensando nisso. Apesar de ainda ser um sonho, estamos cada vez mais perto e, segundo meu treinador, há chances de virar realidade.”
No masculino
Ricardo Pscheidt, de 33 anos, pode se diferenciar das meninas na idade, mas compartilha o mesmo sonho: Rio 2016.
O atleta conta com um currículo invejável, sendo tricampeão brasileiro (2006, 2008 e 2010), vice-campeão em 2012 e campeão da Copa Internacional de MTB em 2007. Em 2013, foi terceiro geral na CIMTB e campeão brasileiro de XCM. Em 2014, somou dois vice-campeonatos, na Taça Brasil de Cross Country e na abertura da Copa Internacional de MTB.
Mesmo com tantos feitos, a cereja do bolo ainda deve ser conquistada: “Participar das Olimpíadas é o sonho de qualquer atleta. Sei que é difícil e tenho que dar espaço para os mais novos. Porém, estou com bom desempenho e intensifiquei os treinamentos no começo deste ano, de modo que estou, sim, com esperanças de ganhar a vaga em 2016”.


Nenhum comentário:
Postar um comentário