O jogo é um clássico paulistano, de amplitude nacional e de tradições internacionais. Pasteur tem sua origem vinculada a tradições francesas e o SPAC, sua origem inglesa. São os finalistas do Super 10 de 2013 em que o SPAC sagrou-se campeão.
As equipes se enfrentaram na Arena Paulista, no CERET - Parque do Trabalhador no Tatuapé, local em que o Pasteur tem mandado seus jogos. A tarde de sábado estava fria e a garoa gelada, mas a rivalidade das equipes estava acessa e o calor do jogo podia ser sentido antes mesmo do início.
O jogo foi marcado pelo equilíbrio entre as equipes. Os packs de forwards de ambas as equipes desempenhavam bem seu papel nas disputas em que colocavam a bola em jogo. A faixa entre as duas linhas de 22 metros é onde a maior parte do jogo se desenvolveu e quando a bola passava além, as defesas atuaram bem e anulavam os ataques.
Ao iniciar a partida, a rivalidade entrou em campo e podia-se ver a vontade e a dedicação dos jogadores defendendo seus uniformes. A disputa por território e pela bola era intensa e em um infortúnio aos 6 minutos, em um ruck, uma joelhada atingiu o rosto de Beukes Cremer e o tirou do jogo. O centro do Pasteur precisou ser removido por suspeita de fratura que mais tarde se confirmou em dois pontos do maxilar inferior. Esta contusão o afastará do período da competição.
Jogador substituido, as ações das duas equipes continuavam intensas e, na maioria das vezes precisas, proporcionando poucas penalidades, mas ditando um equilíbrio que, no placar, foi quebrado aos 14 minutos por Felipe Zeni, o Lipe, do Pasteur que anota o primeiro try da partida após jogada de passes que envolve a defesa do SPAC. Pedro Di Pilla não converteu o try e o aos 15 minutos é Pasteur 5 x 0.
O SPAC não esmoreceu e pressionou e, 5 minutos depois, em uma falha da defesa do Pasteur, uma jogada em impedimento, com um penal bem executado por Lucas Tranquez, a equipe alviceleste encostou no placar, então Pasteur 5 x 3 SPAC. Aos 30 minutos também em um penal, Pasteur ampliou sua vantagem em uma cobrança de Pedro Di Pilla. Esta cobrança deu números finais ao placar do primeiro tempo do jogo: Pasteur 8 x 3 SPAC.
O equilibrio também estava presente na segunda etapa. As equipes disputaram todas as bolas, cada metro de campo. O jogo estava difícil, truncado, muitos trucks e a partida concentrada no meio de campo e em uma jogada de impedimento uma chance para o SPAC diminuir. E Lucas Tranquez converteu o penal. SPAC encostava no placar novamente: Pasteur 8 x 6 SPAC. Mas logo depois, aos 19 minutos, um penal de quase 40 metros que Di Pilla converteu. Pasteur 11 x 6 SPAC.
Logo após, o SPAC passou a dominar a bola por mais tempo. SPAC armava as jogadas, variava as linhas de passe e, apesar de ficarem sujeitos a contra-ataques anulados por sua defesa, passaram a ditar o ritmo do jogo. Este domínio, aos 33 minutos, se transformou em pontos em um scruma 10 metros do ingoal do Pasteur: com o pack de forwards quase adentrando a área de pontuação, numa tentativa de não permitir o try do adversário, o Pasteur comete penalidade e o árbitro marca penalty-try e isso empata a partida. Lucas Tranquez converteu e decretou a virada do SPAC a seis minutos do final da partida. Pasteur 11 x 13. Placar que não iria mais se alterar até o fim da partida.
Com este resultado o SPAC acumula duas vitórias no torneio, uma jogando em casa e outra como visitante e o Pasteur se complica ainda não tendo vencido no torneio.
Portal do Rugby elege Lucas Tranquez como o homem do jogo.

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