Foram duas finais contra a Rússia em Mundiais. Em 2006 e 2010,
Ekaterina Gamova ajudou a acabar com a esperança do Brasil de preencher
sua galeria de conquistas com um dos troféus mais cobiçados do vôlei. A
partir do mês que vem, a gigante de 2,02m é presença confirmada da
equipe do técnico Yuri Marichev, que tentará o tricampeonato. E as
brasileiras não escondem o desejo de vencer a força máxima do oponente.
Campeão
do Grand Prix no último domingo, o Brasil precisou bater a Rússia na
fase final para levantar a taça (venceu por 3 a 0). Mas as algozes não
estavam completas. Ainda existe a possibilidade de a ponteira Lioubov
Sokolova jogar o Mundial.
- Ganhar da Gamova seria algo muito bom. Quando o time delas estiver
completo e conseguirmos ganhar, nos sentiremos melhor ainda. Rivalidade
sempre vai ter. Mas não podemos entrar na pilha, porque isso é o que ela
quer - afirmou a líbero Camila Brait no desembarque da Seleção em
Guarulhos (SP), nesta terça-feira.
E não foi só a Rússia que
guardou sua melhor formação para o torneio mais valorizado do ano. A
China, que ficou apenas em quinto lugar no Grand Prix, deixou quatro
titulares fora da disputa. E a Itália, que nem se classificou à etapa
decisiva em Tóquio, deverá contar com a ponteira ítalo-argentina
Carolina Costagrande.
- Nos últimos Mundiais, ficamos perto e não
conseguimos a medalha (de ouro). Mas acho que esse ano a equipe está bem
amadurecida, em outro clima, e o foco é ir atrás desse título. Temos
muito ainda a melhorar. Sabemos que jogadoras importantes de outras
seleções irão voltar, mas acho que nosso grupo está preparado para esse
momento - disse a central Fabiana.
A equipe voltará a treinar em
Saquarema (RJ) no próximo domingo visando ao Mundial, que acontecerá
entre 23 de setembro e 12 de outubro, na Itália. O treinador, porém, não
retornou ao Brasil, já que viajou para a Itália, onde conhecerá os
locais de treinamento das equipes na competição.
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