Precisando vencer por 3 a 0 ou 3 a 1, Seleção Brasileira faz partida magnífica contra o anfitrião Japão e se consagra decacampeã do torneio, com apenas uma derrota
A Seleção Brasileira feminina de vôlei venceu o Japão, na manhã
deste sábado, por 3 sets a 0, parciais de 25-15, 25-18 e 27-25, em
Tóquio, no Japão, no que poderia ser considerada a final do Grand Prix.
As japonesas precisaram apenas vencer dois sets para conquistar o
inédito título, mas esbarraram no forte e alto bloqueio brasileiro. As
atuais bicampeãs olímpicas jogaram de forma impecável tanto na defesa
quanto no ataque, o que facilitou a fácil vitória em cima das anfitriãs
que estavam invictas na fase final.
O Brasil fez uma grande
primeira fase, quando venceu os nove jogos, perdendo apenas três sets.
Com um estilo de jogo forte, aproveitando a qualidade de Jaqueline,
Fernanda Garay e Sheilla, além de contar, mais uma vez, com uma grande
participação da central Thaisa, que foi eleita a melhor jogadora do
torneio no ano passado.
Já na fase final, um tropeço logo na primeira partida que poderia ter
custado caro. As comandadas do técnico José Roberto Guimarães perderam
para Turquia por 3 sets a 2, mas conquistaram um ponto importante para a
décima conquista do Grand Prix.
O grande destaque da Seleção
foi a oposto Sheilla com 16 pontos. O que colaborou para a grande
atuação para o Brasil foram os erros do Japão. Ao total, foram 29 pontos
cedidos pelas anfitriãs, além dos 10 de bloqueio. Pelo lado japonês,
destaque para Ishii que fez 10 pontos.
Agora, o Brasil volta sua
atenção para o Mundial, torneio que as brasileiras nunca conquistaram. A
competição será na Itália e começa dia 23 de setembro. A Seleção
Brasileira está no grupo B, com Sérvia, Turquia, Canadá, Camarões e
Bulgária.
O JOGO
O time pareceu entrar
em quadra um pouco ansioso. Aproveitando os erros da recepção brasileira,
as japonesas abriram 2 a 0. Mas logo as comandadas de Zé Roberto
reagiram com o forte bloqueio e as centrais aproveitando a falta de
jogadoras altas na rede do Japão, chegando à primeira parada técnica com
8 a 5 a seu favor. Com um estilo de jogo agressivo e bolas rápidas, o
Brasil se manteve à frente no placar com um grande trabalho da
levantadora Dani Lins. Assim, a Seleção chegou à segunda parada técnica
com 16 a 11 no placar. Depois disso, foi só manter o ritmo para fechar a
parcial em 25-15.
Diferentemente do primeiro set, o segundo
começou com domínio total do Brasil, que abriu 5 a 1 e forçou o técnico
japonês a pedir o primeiro o tempo antes da parada técnica. Não deu
muito certo. O tempo técnico veio com um 8 a 4 a favor do time
verde-e-amarelo. Mostrando nervosismo, as japonesas começaram a errar em
pontos que não costumam falhar, principalmente na defesa. Fato que fez o
técnico do time anfitrião pedir novo tempo técnico para tentar ajeitar
os erros e passar tranquilidade para suas comandadas. E parece ter
surtido efeito, pois a vantagem brasileira de seis pontos, caiu para
apenas dois com 13 a 11, forçando Zé Roberto a pedir seu primeiro tempo.
E no segundo tempo técnico, o time brasileiro chega com três pontos de
vantagem (16 a 13) em uma parcial muito equilibrada. E a parada surtiu
efeito nas brasileiras, que, novamente, voltaram fortes no bloqueio e
mais vibrantes, o que facilitou para fechar o segundo set por 25-18.
O
terceiro set começou bem equilibrado. As japonesas voltaram mais
focadas e chegaram, pela primeira vez, ao primeiro tempo técnico a
frente do placar com um 8 a 7. O Brasil começou a dar sinais de
nervosismo ao errar bolas que estava virando com facilidade e o Japão
começou a abrir vantagem com três pontos a mais, forçando o técnico José
Roberto a pedir seu primeiro tempo na parcial para acertar os erros de
suas comandadas. E deu certo.
As brasileiras voltaram mais ligadas e
deixaram a partida igual no placar com 11 a 11 e chegaram ao segundo
tempo técnico novamente a frente do placar com 16 a 14 ao reencontrar a
tranquilidade. Vendo o fim da chance de reagir, o técnico japonês pediu
um tempo logo após a parada técnica para tentar diminuir o ritmo das
brasileiras. E funcionou. As anfitriãs chegaram a empatar o jogo, mas
logo as brasileiras voltaram a impor o ritmo do jogo, abrindo 21 a 19, e
forçando o Japão a pedir mais um tempo para tentar sobreviver no set e
no jogo. E deu certo. A partida chegou a 24 a 24, e forçou José Roberto a
pedir um tempo. E, depois de dois match-points, o Brasil fechou o jogo
em 27-25 e é decacampeão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário