O Rugby Championship teve mais um
emocionente capítulo nesse fim de semana, quando a Argentina, mais uma
vez, deixou escapar sua primeira vitória na competição no fim de sua
partida em casa diante da África do Sul. Os Pumas foram dominadores
durante boa parte da peleja em Salta, apoiados pela fervorosa torcida do
Noroeste Argentino, e se impuseram sobre os Springboks no principal
argumento dos verde-e-ouros, o scrum, dando uma verdadeira demonstração
de força física e técnica nas formações. Mas, a experiência em partida
dessa intensidade e o banco de reservas muito superior falou mais alto
para os sul-africanos, recheados de atletas do Super Rugby e pragmáticos
como sempre. No fim, os argentinos lamentam até agora o 33 x 31 a favor
dos visitantes.
O jogo começou parelho, com a Argentina
mostrando suas armas: um forte pack e um inspirado abertura "Nico"
Sánchez, verdadeiro maestro na partida. O placar foi aberto por Sánchez
aos 3' com penal, mas o troco veio logo pelos pés de Pollard, com penal
para os Boks. O jovem Pollard, melhor jogador do mundo juvenil, foi a
aposta do técnico Heyneke Meyer para a partida, mas, apesar do bom
desempenho em chutes, pouco conseguiu criar para o time sul-africano, e a
inspiração do lado alviceleste foi falando a diferença. Aos 12', o
"Mago" Hernández, voltando ao time, desferiu um drop goal - sua marca registrada - após bela jogada de mãos, dando 6 x 3 a favor dos Pumas.
No primeiro tempo, os Pumas registraram incríveis dois scrums
roubados contra os Boks, feito para poucos, e seguiram melhores. a
África do Sul empatou aos 22' com penal de Pollard, mas aos 25' a
Argentina brilhou, com Hernández usando seu passe longo para levar a
bola da formação até Montero na ponta, que cravou o primeiro try do
jogo.
Não tardou para Pollard chutar novo penal certeiro e, aos 31', o
contra-ataque sul-africano foi mortal, com Pienaar punindo o erro de
manuseio argentino no ataque para desferir um chute longo até o in-goal.
Habana, mais rápido, como sempre, mergulhou para fazer o try dos
Springboks, virando o placar para 16 x 13. No fim, Sánchez perdeu um
penal para os Pumas, que poderia ter empatado a peleja.
O segundo tempo começou com mais domínio argentino e try
try de cubelli, tirou a bola da formação, achou o espaço, e mergulhou pro try aos 46', com o scrum-half Cubelli, visualizando o espaço na base do ruck,
para passar por Bismarck du Plessis e Willy Le Roux e virar o placar
para os anfitriões. A blitz se seguiu e, aos 50', Tuculet arrancou pela
ponta, deixou a defesa verde para trás e cravou mais um try, dando 28 x
16 e a ilusão da vitória à torcida.
Porém, os Boks são pragmáticos e, mesmo jogando mal, se impuseram.
Aos 59', o veloz Cornal Hendricks deixou para trás a defesa argentina e
se esticou brilhantemente para apoiar a bola na linha do in-goal na ponta,l colocando a diferença para perigosos cinco pontos. Aos 65', Sánchez arriscou um drop goal e não teve sucesso. E, apesar do scrum
argentino seguir atropelando, a inteligência do jogo sul-africano falou
mais alto. Aos 68', os Springboks armaram um avassalador maul que foi completado com try de Coetzee, aproveitando a parede formada pelo gigante Etzebeth.
Com a virada no placar, a Argentina teve que reagir no fim e
conseguiu um preciosos penal aos 73', que Marcelo Bosch converteu para
por 31 x 30 a favor dos sul-americanos. Contudo, aos 75', os argentinos
cederam o penal da vitória sul-africana. Morné Steyn não perdoou e a
África do Sul assegurou 33 x 31, negando aos Pumas sua primeira vitória
na história sobre os Springboks.
Com o perdão do trocadilho, o salto que os Pumas desejavam dar em
Salta, desta vez, não ocorreu, mas o gosto da certeza de um caminho
promissor ficou na boca dos argentinos. Para os sul-africanos, o alerta
foi dado de que mudanças devem vir pela frente, e dois bônus perdidos
contra o time mais fraco da competição poderão fazer a diferença.
Agora, o Rugby Championship dará uma pausa e retorna em duas semanas,
com os time do Atlântico visitante os times do Pacífico. No dia 6 de
setembro, a Argentina joga na Nova Zelândia, em Napier, enquanto a
África do Sul visita a Austrália, com duelo em Perth.
Árbitro: Steve Walsh (Austrália)
Argentina
Tries: Montero, Cubelli e Tuculet
Conversões: Sánchez (2)
Penais: Sánchez (2), Bosch (1)
Drop goals: Hernández (1)
15 Joaquin Tuculet, 14 Lucas Amorosino, 13 Marcelo Bosch, 12 Juan Martín Hernández, 11 Manuel Montero, 10 Nicolás Sánchez, 9 Martin Landajo, 8 Juan Manuel Leguizamón, 7 Juan Martín Fernández Lobbe, 6 Pablo Matera, 5 Tomás Lavanini, 4 Mariano Galarza, 3 Ramiro Herrera, 2 Agustín Creevy, 1 Marcos Ayerza.
Suplentes: 16 Matías Cortese, 17 Bruno Postigliione, 18 Nahuel Chaparro, 19 Matías Alemanno, 20 Leonardo Senatore, 21 Tomás Cubello, 22 Jerónimo de la Fuente, 23 Horacio Agulla.
África do Sul
Tries: Habana, Hendricks e Coetzee
Conversões: Pollard (1), Steyn (2)
Penais: Pollard (3) e Steyn (1)
15 Willie le Roux, 14 Cornal Hendricks, 13 Damian de Allende, 12 Jean de Villiers (c), 11 Bryan Habana, 10 Handrè Pollard, 9 Ruan Pienaar, 8 Duane Vermeulen, 7 Juan Smith, 6 Francois Louw, 5 Lood de Jager, 4 Even Etzebeth, 3 Jannie du Plessis, 2 Bismarck du Plessis, 1 Gurthrö Steenkamp.
Suplentes:16 Adriaan Strauss, 17 Tendai Mtawarira, 18 Frans Malherbe, 19 Bakkies Botha, 20 Marcell Coetzee, 21 Francois Hougaard, 22 Morné Steyn, 23 Lwazi Mvovo.
Video: http://youtu.be/cOrPQ5nVXtE
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