quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Skate, destaque dos esportes radicais em 2013

De todos os esportes radicais conhecidos, o skate foi sem dúvida a maior estrela do ano de 2013, principalmente para os brasileiros.
Isso porque das principais competições internacionais, os skatistas do país venceram praticamente todas - os campeonatos no vertical (Rony Gomes), bowl (Pedro Barros), street (Kelvin Hoefler), speed (Carlos Paixão),  mega rampa (Bob Burnquist) e feminino (vertical – Karen Jonz, e street – Leticia Buffoni).
 
Carlos Paixão ainda bateu o recorde de velocidade com 119 km/h, no Mundial realizado em Teutônia (RS), em novembro último, e fechou o ciclo entre todas as principais modalidades do esporte.
O skate também foi premiado com Sandro Testinha pelo seu trabalho com a a ONG Social Skate no Prêmio Trip Transformadores, e Bob Burnquist foi considerado pela revista Forbes o esportista radical brasileiro mais rico do mundo, com contratos milionários, ficando atrás apenas da lenda Tony Hawk.
Comerciais de TV se aproveitaram desse bom momento e venderam de refrigerantes, a chocolates, passando por carros e até serviços bancários. As principais metrópoles brasileiras sentiram nas ruas e calçadas a invasão de skatistas que surgiram em 2013, e que segundo a "Folha de S. Paulo", ganhou o status de segundo esporte mais praticado do Brasil, ficando atrás apenas do futebol.
Skate Run, Circuito Banco do Brasil, Ladeira da Morte, Virada Esportiva, Red Bull Skate Evolution, RTMF, campeonatos nacionais, regionais e locais viraram rotina e as pistas existentes estão sempre lotadas.
Eventos de renome mundial como a Mega Rampa e o X Games tiveram etapas e destaque de skatistas brasileiros, e grande divulgação global.
Além das revistas especializadas Tribo Skate e Cemporcento skate, o esporte ainda ganhou a companhia de revistas digitais e impressas como a Crvis3r, a 40 polegadas, a Na Vala, a Skateboards, a Vista e a Solto. 
Programas de TV em canais como OFF, ESPN e Sportv também continuam a dedicar grande espaço para a modalidade, e canais abertos como a Globo, a Rede TV e a Bandeirantes também focaram o esporte em novelas, eventos esportivos e no noticiário.
Os canais de webtv cresceram com a volta do programa Grito da Rua com Badeco Dardene em versão digital, o Dois Minutos, e o recém surgimento do Mil Graus com o Taroba.


Surfe, BMX e MTB também foram destaque

 
Em termos de competição o BMX (bicycle motocross ou bicicross) mesmo sem o mínimo apoio governamental em termos de pistas, locais de treinamento ou de infraestrutura de mercado, conseguiu resultados relevantes como a participação do piloto Renato Resende em grandes provas internacionais como o Red Bull R.Evolution nos primeiros lugares do pódio, bem como Bianca Quinalha que também coletou títulos latino americanos.
As bikes também participaram de eventos de padrão internacional como o Rocky Man, um festival de esportes de aventura como escalada, surfe, stand up, downhill mountain bike, e o Brasil recebeu a visita de feras como o lendário piloto de bike trial, o americano Hans Rey, em outubro, para participar do Salão das Duas Rodas.
Ciclovias e ciclofaixas entraram na pauta de discussões de governos municipais e locação de bicicletas começou a se transformar em algo comum em grandes cidades como São Paulo.

Os surfistas brasileiros também conseguiram oito postos entre os 37 melhores surfistas do mundo, embora o título mundial profissional continue nos planos dos nossos feras, mas ainda não foi alcançado. Os filhos dos surfistas Wagner Pupo e Ricardinho Toledo, Miguel Pupo e Filipe Toledo também mostraram sua herançagenética e estão na primeira divisão do surfe mundial em 2014.
Gabriel Medina foi um dos maiores destaques do ano, segundo a revista especializada Surfer, e Maya Gabeira foi um dos nomes mais comentados do ano em se tratando de coragem ao desbravar ondas gigantes.
 Reprodução/Instagram
Pegando carona no surfe, o stand up paddle apesar do preço – algo em torno de R$ 3 mil – e do tamanho – cerca de três metros de comprimento, ganhou um grande número de adeptos e diferentes locais para sua prática.
O slackline é outra atividade que se expandiu por sua facilidade de transporte, instalação e preço, onde se equilibrar se tornou uma obrigação entre os praticantes de esportes radicais.
O wakeboard ganhou sua primeira pista de CablePark, onde os praticantes podem deslizar com suas pranchas sobre lagoas e piscinas sem a necessidade  de uma embarcação para iça-los mas apenas um sistema de cabos móveis.
E até uma incrível pista de snowboard foi criada no sul do país, em Gramado, a Snowland para abrir espaço para os praticantes de snowboard treinar, sem ter de viajar para o exterior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário