De todos os esportes radicais conhecidos, o skate foi sem dúvida a
maior estrela do ano de 2013, principalmente para os brasileiros.
Isso porque das principais competições internacionais, os skatistas do
país venceram praticamente todas - os campeonatos no vertical (Rony
Gomes), bowl (Pedro Barros), street (Kelvin Hoefler), speed (Carlos
Paixão), mega rampa (Bob Burnquist) e feminino (vertical – Karen Jonz, e
street – Leticia Buffoni).
O skate também foi premiado com Sandro Testinha pelo
seu trabalho com a a ONG Social Skate no Prêmio Trip Transformadores, e
Bob Burnquist foi considerado pela revista Forbes o esportista radical
brasileiro mais rico do mundo, com contratos milionários, ficando atrás
apenas da lenda Tony Hawk.
Comerciais de TV se aproveitaram desse bom momento e venderam de refrigerantes, a chocolates, passando por carros e até serviços bancários. As principais metrópoles brasileiras
sentiram nas ruas e calçadas a invasão de skatistas que surgiram em
2013, e que segundo a "Folha de S. Paulo", ganhou o status de segundo
esporte mais praticado do Brasil, ficando atrás apenas do futebol.
Skate Run, Circuito Banco do Brasil, Ladeira da Morte, Virada
Esportiva, Red Bull Skate Evolution, RTMF, campeonatos nacionais,
regionais e locais viraram rotina e as pistas existentes estão sempre
lotadas.
Eventos de renome mundial como a Mega Rampa e o X
Games tiveram etapas e destaque de skatistas brasileiros, e grande
divulgação global.
Além das revistas especializadas Tribo Skate e
Cemporcento skate, o esporte ainda ganhou a companhia de revistas
digitais e impressas como a Crvis3r, a 40 polegadas, a Na Vala, a
Skateboards, a Vista e a Solto.
Programas de TV em canais como OFF, ESPN e Sportv também continuam a
dedicar grande espaço para a modalidade, e canais abertos como a Globo,
a Rede TV e a Bandeirantes também focaram o esporte em novelas, eventos
esportivos e no noticiário.
Os canais de webtv cresceram com a volta do programa Grito da Rua com Badeco Dardene em versão digital, o Dois Minutos, e o recém surgimento do Mil Graus com o Taroba.
Surfe, BMX e MTB também foram destaque
Os canais de webtv cresceram com a volta do programa Grito da Rua com Badeco Dardene em versão digital, o Dois Minutos, e o recém surgimento do Mil Graus com o Taroba.
Surfe, BMX e MTB também foram destaque
As bikes também participaram de eventos de padrão internacional como o Rocky Man, um festival de esportes de aventura como escalada, surfe, stand
up, downhill mountain bike, e o Brasil recebeu a visita de feras como o
lendário piloto de bike trial, o americano Hans Rey, em outubro, para
participar do Salão das Duas Rodas.
Ciclovias e ciclofaixas
entraram na pauta de discussões de governos municipais e locação de
bicicletas começou a se transformar em algo comum em grandes cidades
como São Paulo.
Os surfistas brasileiros também conseguiram oito
postos entre os 37 melhores surfistas do mundo, embora o título mundial
profissional continue nos planos dos nossos feras, mas ainda não foi
alcançado. Os filhos dos surfistas Wagner Pupo e Ricardinho Toledo,
Miguel Pupo e Filipe Toledo também mostraram sua herançagenética e estão na primeira divisão do surfe mundial em 2014.
Gabriel Medina foi um dos maiores destaques do ano, segundo a revista
especializada Surfer, e Maya Gabeira foi um dos nomes mais comentados do
ano em se tratando de coragem ao desbravar ondas gigantes.
Pegando carona no surfe, o stand up paddle apesar do preço – algo em
torno de R$ 3 mil – e do tamanho – cerca de três metros de comprimento,
ganhou um grande número de adeptos e diferentes locais para sua prática.
O slackline é outra atividade que se expandiu por sua facilidade de
transporte, instalação e preço, onde se equilibrar se tornou uma
obrigação entre os praticantes de esportes radicais.
O wakeboard
ganhou sua primeira pista de CablePark, onde os praticantes podem
deslizar com suas pranchas sobre lagoas e piscinas sem a necessidade de
uma embarcação para iça-los mas apenas um sistema de cabos móveis.
E até uma incrível pista de snowboard foi criada no sul do país, em
Gramado, a Snowland para abrir espaço para os praticantes de snowboard
treinar, sem ter de viajar para o exterior.
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