Merecíamos ter vencido o Gre-Nal 399, mas o empate não chega a ser um mau resultado: mantivemos a invencibilidade no campeonato e na Arena. O mais importante foram as lições deixadas pelo primeiro jogo de maior dificuldade da temporada: onde fomos bem e o que podemos melhorar.
O Inter começou o jogo repetindo problemas que cansamos de ver no ano passado: marcação à distância, lentidão na transição para o ataque e insistência em lançamentos a fundo perdido para compensar a falta de criatividade.
Willians cometia faltas perigosas, que faziam do ex-colorado Edinho um gentleman em comparação a ele. Ainda roubava e perdia bolas com a mesma facilidade. Alex parecia algumas rotações abaixo do ritmo do jogo.
D’Alessandro e Aránguiz eram os jogadores mais lúcidos, trocando passes e buscando triangulações. Mas a bola custava a chegar ao ataque, e com isso Rafael Moura apenas assistia ao jogo em lugar privilegiado.
O time pareceu acordar depois de Barcos perder um gol sozinho diante de Muriel. Avançou rumo ao campo tricolor e forçou o Grêmio para trás – como deve fazer sempre – até achar o gol de Fabrício. No segundo tempo, quando o jogo ficou franco de lado a lado, seguimos melhor. Boas notícias: Muriel está em boa fase, e a defesa foi bem na bola aérea.
Moura e D’Alessandro quase marcaram. O gol sofrido em um pênalti fajuto foi injusto, mas ajudou a ressaltar problemas que precisamos corrigir: ainda somos lentos para ir à frente, a bola quase não chega no centroavante, e Willians erra passes e lançamentos em demasia. Dá para melhorar.
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