Leandro Ribela entra em cena nos Jogos de Inverno nesta terça-feira,
comemorando sua segunda Olimpíada e provocando expectativa a milhares
de quilômetros de distância da Rússia. A atuação do brasileiro do cross
country mexe com os corações de meninos de uma comunidade carente de São
Paulo, integrantes de um projeto que tem o esqui como instrumento de
inclusão social.
O paulista de 33 anos é um dos mentores do
projeto que trabalha com crianças e jovens de 9 a 22 anos no Jardim San
Remo, comunidade próxima à Cidade Universitária, em São Paulo. Lá Ribela
ensina a prática do rolerski, modalidade de esqui sobre o asfalto, com
rodinhas, mas usando técnica praticamente idêntica àquela que o atleta
usa em competição pelo mundo.
"A gente conversa bastante com todos eles, é gostoso escutar a
admiração. Eles se espelham, fico feliz de ter plantado essa sementinha.
Sempre falo para eles que eles podem ir mais longe do que eu consegui
ir. Eu comecei tarde no cross country. Muitos deles, já com 9 ou 10
anos, já têm uma habilidade impressionante com o rolerski. Quem sabe a
gente pode chegar mais longe nos próximos ciclos", afirmou Ribela.
Através do projeto, Leandro conseguiu levar crianças para
treinamento em Ushuaia, na Argentina. Nos próximos meses outros meninos
terão a oportunidade de esquiar na Eslovênia. Em São Paulo, além do
rolerski, os jovens também têm oportunidade de aprender inglês e
espanhol, através de aulas com professores voluntários.
"O
'Esqui na Rua' é um projeto de inclusão social que temos desde julho de
2012. Não é para formar atletas, mas visa educação através do esporte. A
gente tenta transmitir valores olímpicos, princípios para educação
desses meninos. Algo que eles possam aplicar na formação como cidadão",
relata Ribela.
Em Vancouver-2010 Leandro Ribela terminou em 90º
lugar na prova de 15 km do cross country. No entanto, o brasileiro se
focou na disputa do Sprint (1,6 km) no último ciclo.
Ribela sabe que compete em uma faixa intermediária na disputa do sprint,
mas está em Sochi com o incentivo de recentemente ter assumido a
liderança do ranking latino-americano da prova, à frente de adversários
de Argentina e Chile, por exemplo.
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