Só a presença do espanhol Rafael Nadal já faz do ATP 500 do Rio - torneio cuja chave principal começa nesta segunda-feira - um programa imperdível para os brasileiros fãs de tênis (o SporTV2 e SporTV3 transmitirão as partidas). Mas, além de receber um dos maiores jogadores de todos os tempos, o Touro Miúra que nunca desiste, as quadras de saibro montadas no Jockey Club do Rio de Janeiro se tornarão um palco histórico: é a primeira vez que um estrangeiro líder do ranking mundial vem competir no país. Desde que a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) estabeleceu sua lista, em 1973, um único número 1 do mundo jogou a valer no Brasil enquanto estava no topo - Gustavo Kuerten, eliminado logo na estreia (por Flávio Saretta) na Costa do Sauípe (BA), em setembro de 2001.
O torneio carioca é o primeiro na América Latina da série ATP 500, que dá ao campeão 500 pontos no ranking e terá premiação total de US$ 1,3 milhão. Por isso, atraiu outros quatro tenistas do top 20: os espanhóis David Ferrer, nº 5, Tommy Robredo, nº 17, e Nicolás Almagro, nº 18, e o italiano Fabio Fognini, nº14. A competição vai até o dia 23, e a edição de 2015 já está confirmada no calendário da ATP. Veja, abaixo, estatísticas e curiosidades de seu grande astro.
Marcas de Nadal
8º Maior Campeão: Com 61 títulos aos 27 anos, Nadal pode galgar mais algumas posições - os aposentados Björn Borg, Pete Sampras (ambos com 64) e Guillermo Vilas (62) estão a seu alcance, e uma meta ambiciosa seria bater John McEnroe e Roger Federer (77). Mas dificilmente o espanhol encostará no vice, Ivan Lendl (94), e só em sonho destronará Jimmy Connors (incríveis 110 títulos).
1º em Aproveitamento: Com 669 vitórias em 799 partidas disputadas, Nadal tem 83,73% de aproveitamento.
3º em Grand Slams: Com 669 vitórias em 799 partidas disputadas, Nadal tem 83,73% de aproveitamento.
Porcentagem: 88,06%, é seu aproveitamento em jogos de Grand Slam (177 vitórias e 24 derrotas). Perde apenas para Borg, 89,81% (141 vitórias e 16 derrotas).
7º e Ultimo: Depois de Nadal, nenhum outro tenista já conquistou os quatro torneios do Grand Slam. Antes dele, o feito tinha sido alcançado por Don Budge, Roy Emerson, Fred Perry, Rod Laver, Andre Agassi e Federer.
26 títulos de Masters 1000 e 14 títulos de ATP 500: É o recordista em troféus nessas duas classes de torneio.
U$ 66.017.855: em premiação na carreira. É o segundo no ranking histórico - Federer lidera, com US$ 79,7 milhões.
8 Titulos em Roland Garros: É o maior campeão na história do Grand Slam francês.
Uma Derrota: Em 60 partidas no saibro de Paris, Nadal só perdeu uma vez. Foi para o sueco Robin Söderling, nas oitavas de final de 2009.
42 titulos em 48 finais no saibro: Em número de conquistas na superfície, o espanhol só está atrás do argentino Guillermo Vilas (46).
81 vitorias seguidas: No piso de argila, Nadal tem o recorde de invencibilidade, estabelecido de abril de 2005 a maio de 2007.
93,3%: Nadal soma 295 vitórias e apenas 21 derrotas no saibro.
Os duelos de Nadal contra a turma do top 20
Nadal 22 x 17 Djokovic
Nadal 12 x 1 Wawrinka
Nadal 8 x 4 Del Potro
Nadal 21 x 5 Ferrer
Nadal 13 x 5 Murray
Nadal 17 x 3 Berdych
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Nadal 23 x 10 Federer
Nadal 12 x 0 Gasquet
Nadal 8 x 3 Tsonga
Nadal 4 x 0 Raonic
Nadal 5 x 0 T. Haas
Nadal 4 x 0 Isner
Nadal 3 x 0 Fognini
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Nadal 10 x 4 Youzhny
Nadal 6 x 0 Nishikori
Nadal 7 x 0 Robredo
Nadal 10 x 0 Almagro
Nadal 4 x 0 Dimitrov
Nadal 2 x 0 Janowicz
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O destro canhoto: Rafael Nadal é um tenista sui generis em praticamente tudo. Não apenas é canhoto - embora famosos e bem-sucedidos (Rod Laver, John McEnroe, Jimmy Connors, Martina Navratilova, Monica Seles), eles são raros no circuito -, como, melhor dizendo, é um destro que resolveu jogar com a mão esquerda. O espanhol usa a direita para as demais atividades, como assinar autógrafos e escovar os dentes. O mentor dessa escolha foi seu tio, Toni Nadal, por entender que, no tênis, o canhoto leva algumas vantagens - causa desconforto nos adversários com os efeitos invertidos, por exemplo.
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